Collective Action

Em junho de 2008, o World Bank Institute (WBI) publicou o "Fighting Corruption Through Collective Action – A Guide for Business", com a finalidade de ajudar as empresas a combaterem a corrupção, definindo "collective action" como:

  • "... um processo colaborativo e sustentado de cooperação entre partes interessadas..."

Segundo esse mesmo guia, agindo em ações coletivas, aumenta-se o impacto e credibilidade de ações individuais e nivela a concorrência, ou seja, coloca os competidores em igualdade, de forma justa e transparente. Além disso, permite suprir, temporariamente, eventual ausência de legislação específica de combate à corrupção.

O conceito abrange diversas formas para engajar-se em collective action. Na prática, as instituições estão organizando-se e buscando, com o mesmo propósito, contribuir na construção de um Brasil melhor, mais ético e mais íntegro. Por exemplo, por meio de:

  • Assinatura de pactos de integridade e códigos de conduta coletivos (em Associações de Classe, Câmaras de Comércio, grupos de empresas de mesmo segmento, cliente & fornecedores num mesmo projeto, etc.).
  • Disseminação da cultura do Compliance pelo mercado (participando em congressos, simpósios, conferências, etc.).
  • Participação em grupos independentes de discussão e fomento da cultura da ética.
  • Fomento de projetos e apoio ONGs em questões relacionadas à ética e integridade.
  • Troca de experiência por meio de visitas de benchmarking.
  • Geração de conteúdo técnico, conceitos, artigos e outras publicações, no sentido de contribuir com o conhecimento adquirido.
  • Exigência de sua cadeia de valor e de suprimentos no uso dos mesmos padrões de conduta.

Esse texto foi baseado no conteúdo do livro "Compliance – A excelência na prática" de Wagner Giovanini. Para saber mais, acesse a página do livro aqui.